Depoimento de Sergio Moro agita os ânimos bolsonaristas nas redes sociais

O ex ministro, prestou depoimento em Curitiba no sábado, 02/05.

Moro deixou a sede da Polícia Federal após oito horas de depoimento, a oitiva começou às 14h e estendeu até às 22h40 e foi conduzida pela delegada Christiane Corrêa Machado, chefe do Setor de Inquéritos do Supremo Tribunal Federal.

Celso de Mello, ministro do STF, observou que o presidente é súdito das leis, e, apesar de ocupar uma posição hegemônica na política brasileira, isso é mais acentuado pela expressividade das elevadas funções do Estado que exerce.

Augusto Aras solicitou abertura do inquérito para investigar as declarações feitas por Sergio Moro quando solicitou exoneração, no dia 24/04. O ex-ministro está sendo investigado por suposta denúncia caluniosa e crime contra a honra.

Moro disse que considerou uma intimidação a Procuradoria-Geral da República o investigar por suposta denúncia falsa.

Em entrevista a Veja, Moro declarou:

Quero ser construtivo, não quero ser destrutivo. O que foi acertado com o presidente era que o substituto seria uma escolha da Polícia Federal. O presidente então deu uma declaração pública de que ele tinha escolhido o novo superintendente, o que gerou um novo problema dentro da Polícia Federal. Nós conseguimos fazer que o presidente refluísse e depois assumir o nome indicado pela própria Polícia Federal. O episódio, embora desgastante e inapropriado, conseguiu ser resolvido de uma maneira técnica.

Nas declarações, Moro apontou que Bolsonaro quis exercer influência ao trocar o comando da PF para ter acesso aos relatórios sigilosos das investigações.

Importante destacar, enquanto eu estive no Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que a Polícia Federal realizou seu trabalho de maneira republicana, sem qualquer interferência indevida da minha parte. Minha compreensão era a de que é importante evitar qualquer espécie de interferência. Nunca interferi na PF. Acho inapropriado.

Bolsonaro, segundo Moro, pretendia ter alguém que pudesse manter contato pessoal para colher informações, seja diretor ou superintendente; para ele (Moro) não é papel da Polícia Federal ceder essas informações, pois as mesmas devem ser preservadas. Ele usou como exemplo o caso da Lava Jato: “imagina se um ministro ou a ex presidente Dilma ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações?”

O depoimento de Sergio Moro agitou a ala bolsonarista nas redes sociais, um dos filhos do presidente o atacou diretamente insinuando suposta relação de favoritismo:

Bolsonaro, por sua vez, passou a chamar o ex amigo de “Judas”.

Um vídeo postado nas redes sociais de Bolsonaro, sugere uma pressão velada. Assista:

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