Sobrevivente do jogo baleia azul conta sua experiência

O jovem Mohamed Ahmed, de 21 anos, morador de Suez, no Egito, contou que ficou sob influência do jogo baleia azul porque sofreu com problemas psicológicos, resultado de desentendimento com os amigos.

Ele contou que no começou do jogo usou objetos afiados para desenhar a baleia na mão e que durante esse período perdeu o controle sobre a mente e os sentidos. Ele relata que a maneira que estava sendo controlado era estranha e incompreensível, ele chegou a receber ordens para ler algumas palavras em hebraico.

Mohamed passou a ver fantasmas nos espelhos e paredes da sua casa logo nos primeiros estágios do jogo. Numa próxima etapa, recebeu ordens para ferir a família e depois se matar. A família interviu, passou a controlar o jovem, ele relata que muitas vezes não sentia o que estava acontecendo.

O jovem fez um apelo que os jovens fiquem longe do jogo, pois é uma experiência mortal e destrutiva.

Uma criança de 12 anos cometeu suicídio, em Beheira, ingerindo pílulas venenosas. O jogo baleia azul foi relacionado ao caso depois que descobriram em seu corpo a marca desenhada da baleia.

O filho do ex parlamentar Hamdy Al-Fakhrany, também cometeu suicídio por causa do mesmo jogo.

O centro jurídico Dar Al-Ifta emitiu um decreto religioso proibindo de jogar o jogo. Segundo a declaração, suicídio é em todas as suas formas fortemente proibido e considerado um dos maiores pecados do Islã, acrescentou que o jogo incentiva pessoas a se matarem, logo praticá-lo é pecado.

O professor de psicologia da Universidade Americana do Cairo, Gamal Farwez, afirmou ao Egypt Today que não é o jogo que leva os adolescentes a cometer o suicídio mas sim os jogadores que já tem problemas psicológicos, e os administradores do game se aproveitam disso.

Gamal culpou os pais, disse que eles deveriam explicar para os seus filhos e observar os seus comportamentos, analisando sinais de depressão. Disse que os pais devem ser mais vigilantes no monitoramento do acesso online dos filhos.

O criador do jogo é o russo Philipp Budeikin, de 22 anos, que foi condenado a três anos de prisão em 2017 por incitação ao suicídio. Ele confessou ter convencido cerca de 16 jovens a se matarem, dizendo que eles não passavam de lixos biológicos, o criminoso ainda disse que estava limpando a sociedade e que as vítimas ficavam felizes ao morrer.

Um jogo similar foi produzido na Arábia Saudita, o Mariam, é cheio de conotações sombrias e instruções pessoais, ainda pede que crianças divulguem informações particulares que mais tarde são usadas contra elas.

Fonte: Egypt

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