Pedro Henrique Lehmkul , estudante de veterinária, seria dono de outras cobras contrabandeadas

16 serpentes exóticas em uma fazenda no Núcleo Rural Taquara, em Planaltina pela Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal (BPMA)

As 16 serpentes encontradas pela Polícia através de denúncia anônima não fazem parte da fauna brasileira elas estavam dentro de caixas escondidas em uma baia de cavalo.

E, segundo o caseiro da fazenda, um amigo da vítima (Pedro) deixou as cobras no local na noite de ontem.

Não existe registro oficial da naja que picou o estudante, ela foi encontrada numa caixa próxima a um shopping horas depois do acidente através de denúncia de um amigo. Segundo a polícia, ela foi criada em cativeiro.

O animal está na Fundação Jardim Zoológico dentro de uma caixa. Caso picados, os funcionários não terão antídotos.

Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul está em estado grave, em coma e existe risco de morte. Quando foi levado para hospital apresentava palidez, tontura e dormência nos membros inferiores, o quadro evoluiu e ele desenvolveu necrose no braço e lesões no coração e passou por hemodiálise.

ele está na UTI do Hospital Maria Auxiliadora e já recebeu doses concedidas pelo Instituto Butantã.

O soro enviado pelo Instituto Butantan é usado para emergências caso ocorram ataques no local, já que a entidade de pesquisa possui algumas espécies da cobra naja. E disseram em nota:

“O Instituto Butantan informa que não produz e nem disponibiliza soro antiveneno para acidentes com naja, uma vez que é uma espécie exótica. A instituição somente mantém o soro em sua unidade hospitalar de atendimento para eventuais acidentes com pesquisadores que realizam estudos com o animal na instituição.”

O Instituto precisará importar novo estoque que é de uso interno.

A família do estudante importou 10 doses de soro dos Estados Unidos.

O Ibama informou que emitirá multa, que pode variar de R$ 500 a R$ 5 mil, ao proprietário da residência onde estava o animal.

“A investigação revela um possível esquema de tráfico de animais. Vamos investigar a origem dessas cobras, como chegaram no Brasil.” – disse o delegado Ricardo Bispo, da 14ª Delegacia de Polícia, do Gama.

As fotos com a cobra que Pedro ostentava nas redes sociais foram apagadas.

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