Olavo de Carvalho ridiculariza militares brasileiros outra vez. Até quando?

Por Luciana O Garcia

Não é de hoje que o guru ataca militares, juristas, acadêmicos e outras personalidades, como forma de gerar mídia em suas redes de comunicação.

Olavo mora na Virgínia, e talvez estar fora do Brasil lhe gere algum tipo ilusório de confiança.

Seus episódios de surto são conhecidos nas redes sociais e na classe jornalística, sempre que se vê ameaçado o guru entra no movimento histérico e passa a agredir algum foco como mecanismo de desviar a atenção para o real problema.

Atualmente, sua conta no PayPal, aplicativo de movimentação de pagamentos online, foi excluída. Olavo atribuiu, mais uma vez, a ação como um “ataque comunista” e a ideia foi propagada pelos seus seguidores.

A conta era usada para movimentação do dinheiro recebido dos ‘cursos’ quais ele ministra. Temas que não são da sua competência como Psicologia e Matafísica fazem parte do pacote.

A empresa emitiu uma nota sobre a remoção da conta:

“O Pay Pal avalia cada situação de forma independente e com base em nossos próprios processos de revisão e análise interna. Embora não possamos fornecer detalhes sobre contas de clientes de acordo com a política da empresa”.

Olavo acredita, ao menos finge acreditar, que é dever das Forças Armadas Brasileiras defender seu sustento através dos cursos que ministra sem ter formação na área e que o mesmo órgão deveria defender os ativistas que estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal.

O ataque se estendeu a UNICAMP a quem foi atribuída a propagação do comunismo no meio militar. Veja:

Direito de fala é diferente de prática criminosa

E o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios explica isso:

  DOS CRIMES CONTRA A HONRA

       Calúnia

Caluniar -é dizer de forma mentirosa que alguém cometeu crime. Para a ocorrência do crime decalunia é essencial que haja atribuição falsa de crime. Ex: dizer que fulano furtou o dinheiro do caixa, sabendo que não foi ele, ou que o dinheiro não foi furtado. 

     Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:

     Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

     § 1º – Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

     § 2º – É punível a calúnia contra os mortos.

        Difamação

           Difamar – é tirar a boa fama ou o crédito, desacreditar publicamente atribuindo a alguémum fatoespecíficonegativo, para ocorrer o crime de difamaçãoo fato atribuído não pode ser considerado crime. Ex: Dizer para os demais colegas que determinado funcionário costuma trabalhar bêbado.

     Art. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

     Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

        Injúria

Injuriar– é atribuirpalavras ou qualidades ofensivas a alguém, expor defeitos ou opinião que desqualifique a pessoa, atingindo sua honra e moral. O exemplo mais comum são osxingamentos.

     Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

     Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

     § 1º – O juiz pode deixar de aplicar a pena:

     I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;

     II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

     § 2º – Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:

     Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.

        § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)

     Pena – reclusão de um a três anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997)

     III – na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.

        IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria. (Incluído pela Lei nº 10.741, de 2003)     Parágrafo único – Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro.

Histórico do guru

Olavo ganhou um tópico de reclamações no site Reclame Aqui, usuários alegam não recebimento dos produtos adquiridos.

Olavo não respondeu as reclamações na plataforma, tão pouco justificou o atraso.

O histórico de processos do guru é extenso, ele enfrenta processos do General Santos Cruz, Caetano Veloso e outros. Além de praticar frequentemente intolerância religiosa contra matrizes afros e chamar atenção de fiéis do seguimento.


Nossa equipe aguarda retorno da UNICAMP e do Exército Brasileiro para comentar sobre os ataques.

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