A rede de 30 mil pedófilos da Alemanha

Jörg L. é um dos principais acusados no caso da rede online de pedofilia que foi descoberta em Bergisch Gladbach, na Alemnha, e mantinha cerca de 30 mil pessoas. Em 2019 quase 16 mil processos foram abertos contra pedofilia, sendo que mais de 12 mil casos criminais já estava sob investigação da polícia alemã.

O julgamento do principal pedófilo está em andamento e analisa diversos casos de abuso sexual infantil na cidade. Os crimes do local foram o ponto de partida para que a Polícia descobrisse a rede criminosa. Localizados em uma casa discreta, com jardim bem cuidado e uma arquitetura de classe média, ficava a casa “infernal”, que de acordo com vizinhos a família que morava ali era “adorável” e não tinhas queixas contra eles e tão pouco notaram algo diferente.

A Policial Lisa Wagner foi quem derrubou a faixada perfeita e expôs toda a verdade sobre o proprietário, Jorge L.

Um homem de 43 anos, gerente de hotel, foi acusado por estuprar sua filha e fazer um vídeo do crime para compartilhar na internet. Fotos e vídeos de pornografia infantis foram descobertos a partir da denúncia e inúmeros bate-papos onde Jorg correspondia com alguns pseudônimos (como “purple06789 Homer Simpson” e “Bullseye”) que abriu porta para a maior investigação sobre pedofilia da Alemanha.

Após investigar os contatos do pedófilo a rede de 30 mil usuários foi descobertas e os endereços de IP foram rastreados pela polícia. Foi criada uma unidade especial chamada “Berg”. Todos os dias são vistoriados conteúdos de pornografia infantil que incluem estupros com resquícios de crueldade.

A agente Lisa diz: “Essas fotos e vídeos sempre afetam a psique – até mesmo a psique de policiais experientes.”

Três investigadores foram encaminhados para acompanhamento médico e depois transferidos para outro departamento.

Até o momento consta 87 pessoas na lista de suspeito e 50 crianças foram salvas, incluindo um bebezinho de três meses.

Durante a investigação foi descoberto que o grupo online além de compartilhar conteúdo sexual infantil também negociava troca de crianças, e compartilhava dicas de como “acalmar uma criança para usá-la livramente”. Além de compartilharem sedativos para adormecer a vítima e compartilharem estupros coletivos.

Durante as conversas um estimula para o outro a acreditar que o abuso sexual infantil devem ser aceitáveis e que há apenas uma distorção perceptiva, assegurando que o crime que cometem é normal e que os atos são feitos com consentimento da criança.

O grupo costuma seduzir as crianças e as convence a mandar fotos íntimas para depois chantageá-las para obter mídias cada vez mais explícitas. existem mulheres que também atuam no grupo.

O juiz Johannes-Wilhelm Roerig acredita que há dificuldades em combater a pedofilia apenas com legislação criminal, ele defende que é preciso tecnologia de ponta a disposição de investigadores policiais. Ele afirma: “Eles estão completamente fora de controle e em suas salas de chat online perderam todos os princípios humanos possíveis.”

Entre os criminosos estão até mesmo soldados, as vítimas são filhas, filhas adotivas, sobrinhas, filhas de conhecidos. Um soldado foi condenado a dez anos de prisão em instituição psiquiátrica fechada por onde ficará cerca de 20 anos.

O chefe do centro Sven Schneider disse em entrevista ao Die Zei: “Se você acha que a penetração em uma criança é a pior coisa que se pode imaginar, então você está enganado.”

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