Maconha VIP gera prisão de equipe no Paraguai e revela grande esquema de tráfico

A operação descobriu laboratórios clandestinos, prendeu envolvidos no esquema e ainda revelou ganho milionário com a produção e distribuição da droga.

Da produção

O SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas) e o Ministério Público anunciaram o andamento da operação “Gorilla Glue” que realizou investigações nas cidades paraguaias Fernando de la Mora e Assunção para desmantelar o sistema clandestino de laboratórios de produção massiva de maconha VIP.

A maconha era produzida com alto teor de THC (Tetra-Hidrocanabinol), a principal a principal substância psicoativa da Cannabis. O THC encontrado nas cepas da maconha VIP alcançaram níveis entre 20 e 30%, a mudança genética pode garantir variedades com teor ainda mais altos, os tipos de cepas encontradas nos laboratórios descobertos foram: White Widow, Royal Gorilla, Purple, Nothern Line, Moby-D, Blue Widow e Gelato.

A droga era vendida por 100 mil guaranis (moeda paraguaia) cada grama , o equivalente a oitenta reais. No Brasil, por exemplo, a droga tem sido vendida a trinta reais o grama durante a pandemia. Os ganhos mensais da quadrilha giraram em valores milionários.

Os laboratórios foram construídos em espaços confinados e envolveu exportações dos Estados Unidos, agronomia, eletricistas especialistas em iluminação ultravioleta.

Dos envolvidos

Doze pessoas foram presas na operação que investiga a quadrilha e envolve desde financiadores a produtores e distribuidores. Todos com idades entre 20 e 32 anos, com alto poder aquisitivo. Um dos presos é empresário do ramo alimentício.

Os investimentos exigiram milhares de dólares para custear sementes e equipamentos que vieram do exterior. Quatro laboratórios clandestinos foram descobertos e contavam com sistema especial de iluminação, ventilação, isolamento e armazenamento da droga.

María Montserrat Barros Estrago (na foto), é proprietária do Jardim La Mombi que vende produtos orgânicos e produtos para minijardins.

Ela foi uma das presas na Operação.

Segundo os investigadores o papel da La Mombi foi fundamental para o conhecimento técnico sobre cultivo e processamento da maconha. Era María quem lidava com as sementes especiais.

As estudas indoor, também eram montavas em apartamentos alugados e armazéns que estocavam a droga até ser vendida.

A empresária afirmou em entrevista que sua empresa nasceu a anos e o nome é característico dela. Ela descobriu o cultivo durante seis meses que ficou de repouso para se recuperar de uma cirurgia ocular por descolamento de retina. A partir daí ela passou a praticar o cultivo hidropônico. Ela declarou:

“Isso começou como um hobby, mas hoje é lucrativo financeiramente. Passei esses anos tentando, cometendo erros, até conseguir. Fui investigando do que gosto, sempre adorei ter contato com a natureza. (…) A cada dia eu leio e aprendo mais, não fico com a alface hidropônica e o cultivo convencional. Eu gosto da parte genética.”

Foto: Gentileza.

Entre os presos da gangue “cheta” estão, além de María (La Mombi), Henry Alexander Homzi (Yankee), Eugenio José Méndez Gutierrez (Memo), Nicolás Marecos Retamozo (Niky), Jorge Matías Samudio Giménez (Pesoca), Matías Adrián Paciello Ayala (Paciello), Rodrigo David Marecos Retamozo (Muñeco), Arturo Daniel Vega Yamabay (Turri), Francisco Javier Gutierrez (Franche), Gabriel Andrés Ricardo Martín López (Torta), Moisés Enrique Basualdo (Doutor) e Diego Elizeche Monti.

Um dos principais financiadores da quadrilha seria o Gabriel Ricardo Andrés Martin López (Torta), que é parente do vice-ministro de Tecnologias da Informação e Comunicação (Miguel Martin). Gabriel López é filho de autoridades de uma grande universidade da capital, seus pais são representante do Conselho de Administração e Diretor da E-Learning.

Fonte: La Nacion

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