Candidatos a prefeituras no segundo turno são figuras velhas em casos de polêmicas judiciais e policiais

O cenário político não está nada agradável, eleições tumultuadas, brigas por conta de votos e candidatos na esquerda subindo ao pódio. Acompanhe os polêmicos resultados das eleições.

O site Resultados, disponibilizado pelo TSE, mostra os resultados finais de todas cidades do país.

SÃO PAULO

No segundo turno paulista concorrerão a prefeitura Bruno Covas (atual prefeito) e Guilherme Boulos (líder do MST).

Covas

Covas já teve um pedido de cassação emitido pelo Ministério Público de São Paulo, o promotor da 1ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público de São Paulo solicitou que Bruno perdesse os direitos políticos como atual prefeito, acusado de irregularidades na concessão da Zona Azul, estacionamento de rua rotativo, que oferece prejuízos a cidade.

Dória e Covas são réus no processo que investiga corrupção no carnaval paulista. A empresa Dream Factory teria sido beneficiada ilicitamente com vendas de licitação.

Boulos

Boulos está sempre envolvido em grandes polêmicas que envolvem a polícia, principalmente quando se trata de ocupação irregular do grupo que ele lidera, o MST.

Em janeiro de 2017, no dia 17, ele foi preso em São Mateus, na Zona Leste da capital paulista, acusado de incitação à violência e desobediência durante um confronto entre morados e a Tropa de Choque. A população resistiu a reintegração de propriedade agredindo a polícia com pedras, tijolos e barricadas de fogo.

Ele também enfrentou outro processo no Estado onde foi acusado a causar dano ao patrimônio público, o MP/SP emitiu uma proposta de restrição de direitos em troca da suspensão da ação penal.

Não acabou, ele também foi denunciado pela “invasão” do tríplex de Lula no Guarujá, na acusação consta dano de bens que estão em poder de terceiros por determinação da justiça. A acusação aponta que ele organizou e articulou a “invasão” feita pelos militantes, e que foi solicitada pelo próprio Lula.

RIO DE JANEIRO

No segundo turno carioca concorrerão a prefeitura Crivella (atual prefeito) e Eduardo Paes (ex prefeito da cidade).

Crivella

Foi acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por chefiar um grande esquema de corrupção, peculato, fraude e lavagem de dinheiro. Numa ocasião, Crivella tentou ligar para um dos empresários envolvidos mas foi surpreendido pelo delegado.

Na conta negativa do atual prefeito mostra ainda pessoas ocupando cargos considerados chave.

Eduardo Paes

Réu na Justiça Eleitoral por corrupção, responde por corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de direita. Segundo o Ministério Público Eleitoral ele recebeu mais de 15 milhões de reais em vantagens indevidas para a campanha de 2012.

A Odebrecht bancou a campanha via caixa dois, feitos em dezoito entregas de dinheiro em espécie. No esquema ele ganhou o apelido de “Nervosinho”.

Paes ainda exercia de forma ilegal o poder decisão sobre obras de engenharia direcionando contratações em favor das empreiteiras corruptas. Ele chegou a pedir 1,75% de propina sobre a obra da Transoeste, que estava avaliado em 600 milhões de reais.

Porto Alegre

Na capital do Rio Grande do Sul, disputam a prefeitura Manuela d’Ávila (que tentou a presidência solo e depois aceitou ser vice de Haddad) e Sebastião Melo (que até onde parece, é o único não envolvido em polêmicas).

Manuela d’Ávila

Manuela fez parte de movimentos estudantis e da União da Juventude Socialista, integrou a direção nacional da UJS e a vice-presidência Sul da União Nacional dos Estudantes (UNE) e se filiou ao PCdoB.

A candidata esteve envolvida em muitas polêmicas, uma das maiores foi com o hacker Walter Delgatti Neto que invadiu os celulares de diversos políticos brasileiros. O hacker foi preso e, apesar de mentir, o contato de Manuela com ele foi comprovado e durou cerca de oito dias. O amigo de “Manu” tem uma longa ficha criminal com furto, estelionato, tráfico de drogas e apropriação indébita.

Manuela também foi acusada de receber doação via caixa dois em delações da Odebrecht. Segundo o delator, ela sabia do recebimento ilegal, e teria angariado cerca de 300 mil reais de forma ilícita em 2008. Outros 50 mil reais, também ilícitos, teriam sido entregues em 2010, sob o codinome “Avião”.

Sebastião Melo

Dos candidatos citados, Melo parece ser o único não envolvido em grandes polêmicas. Ele foi conselheiro estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio Grande do Sul. Se elegeu como vereador em Porto Alegre nos anos 2000. Em 2012 foi vice prefeito da cidade que hoje concorre, e em 2018 foi eleito deputado estadual.

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