Janaina se irrita com Zambelli outra vez por distorção do Soro Anti Covid

Não é a primeira vez que a deputada federal trai a confiança da deputada estadual em quem se escorou para conseguir votos.

Janaina Paschoal usou o Twitter para manifestar contra Carla, ela teria pedido apoio para tratar sobre o soro anti covid, mas Zambelli fez politicagem em cima do tema, em favor de Bolsonaro na disputa contra Dória.

O soro produzido pelo Instituto Butantan pode ajudar significativamente no combate à Covid, mas a Anvisa precisa autorizar os testes com humanos.

Dória cobrou um posicionamento da ANVISA: “O Instituto Butantan criou um Soro anti-Covid que pode acelerar recuperação e diminuir ocupação de leitos de UTI. Uma ótima notícia. A má notícia é que o Instituto enviou documentação e, mesmo sem riscos à saúde, a burocracia da Anvisa trava os testes. Falta senso de urgência”, e Zambelli, mais uma vez, distorceu a solicitação levando para o combate ideológico político.

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Sobre o soro

O soro atua no mesmo sistema utilizado para tratar pacientes que sofreram picadas de serpentes peçonhentas.

O vírus é inativado no processo de radiação, inoculado em cavalos quem produzem imunoglobulina G (IgG), o plasma é extraído, tratado e envasado, assim como outros soros do instituto.

Esse método promete impedir que a pessoa adoeça, fornecendo anticorpo pronto para o paciente, promovendo uma resposta mais imediata e, obviamente, bloqueando a entrada do vírus nas células, dessa forma o quadro não se agrava.

Os testes com animais mostraram resultados significativos e as evidências apontam que não houve efeitos colaterais, mas precisa ser agora testados em humanos.

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O CNN detalhou as pesquisas que estão tendo sucesso:

Na Argentina, um soro parecido, produzido com anticorpos de cavalos e vacas, recebeu autorização especial para uso em dezembro do ano passado. Em comunicado, o governo argentino disse que a terapia reduziu em 45% a mortalidade, em 24% os dias de internação na UTI e em 36% a necessidade de ventilação mecânica.

Nos Estados Unidos, coquetéis de anticorpos sintéticos das empresas Regeneron e Eli Lilly foram autorizados no ano passado e até integraram o tratamento do ex-presidente do país, Donald Trump, quando ele foi internado com Covid-19. Há outras empresas, como a AstraZeneca e a Vir Biotechnology, que estão testando terapias com a mesma tecnologia.

Nesses casos, os anticorpos que funcionam melhor contra a doença são selecionados e reproduzidos sinteticamente, criando um coquetel altamente especializado. No entanto, essa precisão tem preço alto: esse tratamento pode variar de US$ 15 mil a US$ 20 mil nos EUA.

Tavassi, do Butantan, explica que essa é uma das maiores vantagens do soro. “É muito mais barato o que estamos fazendo. É uma tecnologia que já dominamos, temos os laboratórios, a fábrica, a fazenda com os cavalos. É isso que está na nossa mão, sem ter que importar absolutamente nada”.

Ela explica que, além disso, usar uma terapia com anticorpos mais gerais pode ter efeitos positivos. “Nessa situação em que estamos vivendo, em que ainda não deu para saber tudo sobre o vírus e como ele funciona, talvez produzir anticorpos para várias partes do vírus seja interessante. Com as variantes, ter algo que seja mais polivalente pode ajudar”.


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