Primeira dose da vacina da Pfizer reduz 51,4% chance de infecção por covid-19, diz pesquisa

O artigo descrevendo o estudo foi publicado nesta segunda-feira (7) na revista científica Journal of the American Medical Association (Jama)

Um estudo de efetividade feito em Israel aponta que a vacina da Pfizer já reduz em 51,4% casos de covid-19 entre o 13º e o 24º dia após a primeira dose. A pesquisa analisou dados de 503.875 pessoas que receberam a primeira dose da Pfizer entre 19 de dezembro de 2020 e 15 de janeiro de 2021.

O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (7) na revista científica Journal of the American Medical Association (Jama). A pesquisa não avaliou a efetividade da vacina da Pfizer após a aplicação da segunda dose, mas estudos conduzidos nos Estados Unidos e na Inglaterra confirmam a proteção de mais de 90% após a imunização completa, o que reforça a importância de se manter o reforço para que se alcance a eficácia máxima do imunizante.

Os dados foram coletados do banco de Serviços de Saúde de Maccabi, que inclui o cadastro de 2,6 milhões de pessoas. Os pesquisadores do Centro de Pesquisa e Inovação do Instituto Maccabi e da Escola de Saúde Pública da Universidade de Tel Aviv compararam a taxa de incidência da covid-19 em dois momentos: entre o primeiro e o 12º e entre o 13º e o 24º dia após a primeira dose da vacina. Foram consideradas apenas as pessoas que não tinham diagnóstico positivo para a doença nos dias anteriores à aplicação do imunizante. Os cientistas também diferenciaram a ocorrência da doença na forma sintomática e na assintomática, levando em consideração fatores como idade, sexo, índice de massa corpórea, comorbidades e fatores socioeconômicos.

Foram registrados 3.098 casos confirmados de covid-19. Do total, 2.484 ocorreram nos 12 primeiros dias, com taxa de incidência de 43,41 infecções por 100 mil pessoas (12,07). Os outros 614 casos foram registrados entre os dias 13 e 24, com taxa de 21,08 infecções por 100 mil pessoas (6,16).

Assim, a proteção da vacina foi de 51,4% entre os dias 13 e 24 após a primeira dose da vacina da Pfizer. Para os casos sintomáticos, a efetividade calculada foi de 54,4%, com pico de proteção a partir do 18º dia. Os pesquisadores não encontraram diferença significativa por faixa etária, sexo, presença ou não de comorbidades nem entre pacientes oncológicos ou imunodeprimidos. Uma das principais descoberta da pesquisa está na observação da redução também de infecções assintomáticas.

O estudo realizado em Israel fornece ainda mais evidências da importância de se manter o regime de dose reforço 21 dias após a primeira injeção para obter a eficácia máxima do imunizante.

Periódico de Referência: Journal of the American Medical Association.

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