Amazônia registra 2º ano com maior desmatamento desde 2015

E é o terceiro ano com alta nas taxas de devastação na Amazônia resultado do enfraquecimento de regulamentações.

O acumulado de alertas de desmatamento em 2021 na Amazônia foi de 8.712 km², segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). É a segunda pior temporada em cinco anos e o terceiro maior da série histórica, iniciada em 2015.

Pará e Amazonas ocupam o primeiro e o segundo lugar no ranking dos maiores desmatadores do mês, com 498 km² e 402 km², respectivamente. No caso do Cerrado, os dados de alertas indicam 661 km² de desmatamento em julho, totalizando 5.102 km² entre agosto de2020 o último mês – um crescimento de quase 24% em relação ao ano anterior (2019-2020). Maranhão, Bahia e Tocantins lideram o ranking dos Estados com maior área desmatada no último ano.

A medição do desmate no Brasil considera sempre a temporada entre agosto de um ano e julho do ano seguinte por causa das variações do clima. “Apesar da redução entre um ano e outro de 5%, seguimos em níveis altíssimos de desmatamento na Amazônia”, afirma o diretor-executivo do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), André Guimarães. 

Os três recordes da série foram batidos no governo Bolsonaro, no qual os alertas são 69,8% maiores que a média dos anos anteriores. O resultado indica que o desmatamento anual deverá, pela terceira vez, ficar próximo de 10 mil km², o que não ocorria desde 2008“, alerta o Observatório do Clima.

Além disso, houve aumento importante de atividades ilegais nos últimos anos, como grilagem, garimpo, extração de madeira e invasão em terras públicas. Mas de 2019 e 2020, a média de processos com multas pagas por crimes que envolvem a vegetação nos Estados da Amazônia Legal despencou 93% na comparação com a média dos quatro anos anteriores.

Na Amazônia, o crime ambiental atua livremente, e conta com a parceria do atual governo”, afirma Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima. Para o Observatório do Clima, falta uma política de controle do desmatamento. “O plano de controle do desmatamento criado em 2004 foi abandonado”, alerta a organização.

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